Goiânia, 09/10/2026

Brasil é o segundo país mais atacado por hackers em 2025

País registra 315 bilhões de tentativas de invasão só no primeiro semestre

Brasil está no epicentro de uma verdadeira guerra digital. Nos primeiros seis meses de 2025, foram registradas mais de 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, o equivalente a 84% de todos os incidentes da América Latina. O país ocupa hoje a segunda posição mundial em volume de ataques, atrás apenas dos Estados Unidos, e enfrenta uma escalada sem precedentes de invasões, sequestros de dados, fraudes digitais e vazamentos de informações sensíveis.

Relatórios recentes reforçam que o Brasil se mantém consistentemente entre os mais visados, figurando como o segundo no mundo em volume de ataques cibernéticos registrados apenas no primeiro semestre. Essa onda massiva, focada em fraudes, ransomware e roubo de credenciais, confronta-se diretamente com o baixo investimento histórico em Segurança da Informação (SI) por parte das empresas brasileiras — uma verdadeira bomba-relógio para a proteção de dados.

Segundo especialistas, a baixa maturidade digital e a alta rentabilidade dos dados brasileiros são os principais atrativos para hackers internacionais. Setores como transporte, saúde, educação, imobiliário e financeiro estão entre os mais atingidos.

“As empresas ainda tratam a segurança digital como um custo, e não como um investimento estratégico. Essa visão precisa mudar urgentemente”, alerta consultor e segurança de dados confiável, Hudson de Souza Costa.

LGPD: ignorar a lei é abrir as portas para o caos

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) estabelece regras rígidas sobre o tratamento de informações pessoais. Toda empresa que coleta, armazena ou compartilha dados de clientes, funcionários ou parceiros deve:

  • Justificar o uso dos dados com base legal (contrato, obrigação legal, consentimento, etc.);

  • Garantir segurança técnica e administrativa contra vazamentos;

  • Informar os titulares sobre seus direitos (acesso, correção, exclusão e portabilidade);

  • Nomear um Encarregado de Dados (DPO), responsável pela comunicação com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A lei divide a responsabilidade entre o Controlador (quem decide sobre o uso dos dados) e o Operador (quem executa o tratamento). Ambos podem ser responsabilizados em caso de incidentes.

DPO terceirizado: alternativa para pequenas empresas

Para quem não possui estrutura interna, cresce no mercado o modelo “Encarregado as a Service”, que oferece profissionais especializados para atuar como DPO terceirizado. Essa solução reduz custos e garante conformidade com a LGPD, com suporte técnico e jurídico contínuo.

O risco é real — e o prejuízo também

Somente em 2025, o Brasil já registrou 28 mil ataques de ransomware, 309 bilhões de ataques de negação de serviço (DDoS), 2,4 bilhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades e mais de 1 bilhão de ataques de força bruta.

Os prejuízos são bilionários, com empresas públicas e privadas paralisadas, desvios de recursos via Pix e dados de milhões de brasileiros expostos na internet. Em muitos casos, o dano à reputação corporativa é irreversível.

Adequar-se à LGPD é urgente

Mais do que uma obrigação legal, a LGPD é uma blindagem contra o colapso digital. Empresas que não se adequam à legislação estão sujeitas a multas de até R$ 50 milhões por infração, além de ações judiciais e perda de contratos.

Investir em segurança da informação, capacitar equipes, revisar contratos e nomear um encarregado de dados são medidas essenciais para quem deseja sobreviver no ambiente digital atual.