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Uma confusão terminou em violência dentro da Câmara Municipal de Sinop (a 500 km de Cuiabá) na noite de segunda-feira (7). O vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB), popularmente conhecido como “advogado ostentação”, foi agredido com golpes na cabeça por um jornalista logo após o encerramento da sessão.
De acordo com testemunhas, o agressor seria o jornalista Daniel Trindade, que reagiu após o parlamentar denunciá-lo por uma suposta tentativa de propina em nome do prefeito do município.
Vídeos gravados por outros profissionais da imprensa mostram o momento em que Trindade se aproxima do vereador por trás e, utilizando um equipamento de filmagem, desfere diversos golpes na cabeça do parlamentar. Marcos Vinícius não reage e acaba ferido, com sangramento visível.
O vereador foi rapidamente socorrido por colegas e encaminhado a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico.
Antes da agressão, Marcos Vinícius havia feito uso da tribuna para denunciar o caso. Em seu discurso, afirmou que a Câmara “não tem sido um local para pessoas íntegras falarem” e que “já foi permitido que pessoas sem dignidade ocupassem espaço para se pronunciar”.
Durante a fala, ele apresentou áudios que, segundo ele, comprovam a tentativa de suborno. Nas gravações, o jornalista supostamente ofereceria vantagens financeiras e cargos públicos caso o vereador votasse a favor de projetos de interesse do Executivo municipal.
“Esses áudios são reais. Eu não aceito esse tipo de abordagem e vou até o fim nessa denúncia”, afirmou Marcos Vinícius antes de encerrar sua participação.
Logo após o ocorrido, o vereador registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que deve apurar tanto as agressões quanto as acusações de corrupção. Até a manhã desta terça-feira (8), Daniel Trindade não havia se manifestado publicamente sobre o episódio.
O caso repercutiu fortemente nas redes sociais e entre os veículos de comunicação locais. Imagens do momento da agressão circulam amplamente, gerando indignação e pedidos de providências.
A Câmara de Sinop ainda não divulgou nota oficial sobre o episódio, mas vereadores pedem uma apuração rigorosa e reforço na segurança durante as sessões.
