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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (1º), o projeto de lei nº 1087/2025, que altera a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e amplia a faixa de isenção para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta recebeu apoio maciço, com 493 votos favoráveis, mas também registrou 18 ausências, três delas da bancada mato-grossense.
Ficaram de fora da votação os deputados federais José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB) e Nelson Barbudo (PL). Juarez utilizou suas redes sociais para justificar a ausência, informando que está em licença médica. Já Medeiros e Barbudo não apresentaram explicações públicas até o momento.
Os demais representantes de Mato Grosso acompanharam a maioria e apoiaram o projeto: coronel Assis (União Brasil), coronel Fernanda (PL), Emanuelzinho (MDB), Gisela Simona (União Brasil) e Rodrigo da Zaeli (PL).
O texto aprovado prevê isenção total do IR para rendimentos de até R$ 5 mil por mês, o que corresponde a R$ 60 mil por ano. Atualmente, a isenção alcança apenas quem recebe até R$ 3.036 mensais.
Para equilibrar as contas, o governo incluiu na proposta a criação de uma alíquota mínima de 10% para contribuintes de alta renda, com ganhos acima de R$ 600 mil por ano. De acordo com estimativas oficiais, cerca de 141,4 mil pessoas se enquadram nessa faixa. Atualmente, esse grupo recolhe em média apenas 2,5% de IR sobre o total de seus rendimentos, considerando lucros e dividendos.
A medida, considerada uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segue agora para o Senado. Se aprovada sem modificações, será enviada para sanção presidencial.
A mudança é vista pelo governo como uma forma de reduzir desigualdades e aliviar a carga tributária sobre a classe média, transferindo parte desse peso para os contribuintes de maior poder aquisitivo.
Embora o projeto tenha sido aprovado por ampla maioria, a ausência de três parlamentares do estado gerou repercussão. Em ano pré-eleitoral, a participação em votações de grande impacto nacional costuma ser observada de perto pelo eleitorado.
Juarez Costa se antecipou e justificou sua ausência por motivo de saúde. Já os colegas José Medeiros e Nelson Barbudo, ambos do PL, partido de oposição ao governo federal, ainda não esclareceram publicamente as razões de não terem votado. A postura pode render questionamentos por parte de aliados e eleitores, principalmente porque o tema envolve diretamente o bolso de milhões de brasileiros.
Por outro lado, os cinco deputados que votaram favoravelmente podem se beneficiar politicamente, apresentando-se como defensores da redução da carga tributária para a população de renda média e baixa.
